Perdão III (Limites).
Suaves como as pombas e astutos como as serpentes. É preciso deixar claro que o perdão não consiste em concordar com o ofensor quando ele está errado e esquecer o que aconteceu, nem em receber repetidamente os mesmos insultos do passado sem tomar qualquer atitude, o que dá ousadia ao transgressor. - Fácil de perdoar, ladrão frequente. - Perdoar o malfeitor é encorajá-lo. - O perdão faz os ladrões. - Aquele que não castiga o mal, manda-o fazer. - Mata, pois o rei perdoa. Também não se deve ser brando na aplicação das medidas que fazem parte das nossas obrigações. - Ofende o bom quem perdoa o mau. - Quem não castiga os maus faz mal aos bons. - Ter pena da pantera é ser injusto com os cordeiros. - Perdoar os maus é bater nos bons com um pau. Trata-se de nos libertarmos da dor causada pela amargura e pelo ódio e de sermos capazes de recordar sem dor. - Perdoar não é esquecer, é recordar sem dor. - Sem amargura, mas com memória. Mas tomar as medidas ...